segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Dia do Professor

"O professor é o pai intelectual do discípulo."

Machado de Assis

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

O Lula não tem jeito mesmo

Disse o presidente em entrevista ao jornal The New York Times:
“Eu não acredito que haja qualquer evidência de que Dirceu cometeu o crie de que ele está sendo acusado”.

Depois, ele completou, explicando por que não sabia de nada no caso do mensalão:
“Há centenas de empregados a minha volta que nem sei o que estão fazendo”.


Então, o The New York Times reTRUCOU [Mas que verbinho legal! Gosto muito dele.]:
“Um deles, aparentemente, era Dirceu”.

domingo, 7 de outubro de 2007

Igreja, religião, crença

“Vivemos hoje uma séria crise de identidade na igreja cristã brasileira. O que vemos é uma Igreja Católica querendo ser evangélica; uma igreja Protestante sem protestos; uma Igreja reformada precisando de reforma; uma igreja evangélica distanciada do evangelho; e uma igreja carismática com muito carisma e pouco caráter.”

Reverendo Guilhermino Cunha
Pastor da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro

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“Quinze por cento dos brasileiros não têm o que reclamar. Os outros oitenta e cinco por cento não têm a quem reclamar.”

Jesus Rocha
Jornalista

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

E agora? Há como discordar?

“Na prova do Enem aplicada no mês passado, havia uma miserável questão próxima da gramática. Se Lula tivesse feito o exame, teria chegado à conclusão de que a escola, de fato, não lhe fez nenhuma falta. Isso não é democracia, mas vulgaridade, populismo e má-fé.”

Reinaldo Azevedo
(Veja, 12 de setembro de 2007)

“Eu vou encontrar com meu amigo Bush agora, dia 24, e vou dizer: ‘Bush, resolva o problema da crise porque nós não deixaremos ela (sic) atravessar o Atlântico e chegar, sabe, no (sic) território brasileiro’.”

Lula
(Jornal Hoje, dia 17 de setembro de 2007)




Pelo visto, Reinaldo Azevedo tem toda razão.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Eu, etiqueta

Eu, Etiqueta
Carlos Drummond de Andrade

Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio,
ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente) .
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam,
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco da roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio da estamparia, não de casa,
da vitrina me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo de outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.
Carlos Drummond de Andrade

O corpo.
Rio de Janeiro
Record,1984,
p.85-7



Ah, como a internet tem milhares de coisas formidáveis. Só não consigo entender como há gente que só usa orkut e msn. Quantas vezes, sem a internet, poderíamos encontrar o pensamento de Drummond passado por Autran?