Arte: Junior Bulhões
http://cargocollective.com/juniorbulhoes
Sejam muito bem-vindos ao meu blog que tem o intuito de refletir sobre a educação, no sentido mais amplo dessa palavra. Sintam-se à vontade para comentar, corrigir e fazer sugestões. Abraços, Vinicius Tomazinho
Professor Fanley também dá sua opinião sobre o Projeto Jornal desenvolvido na escola EMEIF Professor Célio Rodrigues Siqueira pelas professoras Camila Pallone Tomazinho e Karina Garrossini. O fruto do projeto foi a produção, feita totalmente pelos alunos do 3º Ano C e D, do Jornal do Estudante.
Professor Maurício, Diretor do Departamento de Educação de Paraguaçu Paulista, responde sobre o Projeto Jornal desenvolvido na escola EMEIF Professor Célio Rodrigues Siqueira pelas professoras Camila Pallone Tomazinho e Karina Garrossini. O fruto do projeto foi a produção, feita totalmente pelos alunos do 3º Ano C e D, do "Jornal do Estudante".
Mais um belo vídeo. Encontrei no Orkut do grande amigo Pablo, onde mais?
Divirtam-se.
Você não sabe quando e como usar a vírgula? Não sabe por que ela existe? Assista a este vídeo, e tudo ficará mais claro.
Divirta-se.
Este vídeo é indicado para aqueles que querem aprender português, mas não abrem mão de dar boas risadas.
Ótimo vídeo, excelente crítica a essa bagunça protestante que nos assola. Preciso tirar o chapéu para este grande músico gospel, João Alexandre. E se você não entendeu o vídeo nem sabe quem são estas pessoas, sorte sua, você não sabe do que se livrou.
Recebi este vídeo por e-mail e acredito que a população deva saber disso e exigir mais (respeito, trabalho, ética...) dos parlamentares.
Muito mais que uma mera animação de um “best seller”, este vídeo (dividido em duas partes) é uma verdadeira lição de vida. Como diz o ditado: “a vida só é dura para quem é mole”, e eu completo: “e para quem fica reclamando e não faz nada”.
Um belo vídeo para nos ajudar na luta diária, ou seja, para nunca desistirmos.
Este vídeo é uma piada sobre as palavras “think” e “sink”, que são diferentes tanto em significado quanto em pronúncia. O fato engraçado é que o jovem aprendiz de inglês confundiu suas pronúncias (coisa que muita gente faz).
Este vídeo, muito interessante e bem explicado, contém uma breve explicação dos fonemas da língua inglesa.
Eu, Etiqueta
Carlos Drummond de Andrade
Em minha calça está grudado um nome
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
de alguma coisa não provada
por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
minha gravata e cinto e escova e pente,
meu copo, minha xícara,
minha toalha de banho e sabonete,
meu isso, meu aquilo,
desde a cabeça ao bico dos sapatos,
são mensagens,
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência,
costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É doce estar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso de outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
de sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio,
ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente) .
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
para anunciar, para vender
em bares festas praias pérgulas piscinas,
e bem à vista exibo esta etiqueta
global no corpo que desiste
de ser veste e sandália de uma essência
tão viva, independente,
que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais,
tão minhas que no rosto se espelhavam,
e cada gesto, cada olhar,
cada vinco da roupa
resumia uma estética?
Hoje sou costurado, sou tecido,
sou gravado de forma universal,
saio da estamparia, não de casa,
da vitrina me tiram, recolocam,
objeto pulsante mas objeto
que se oferece como signo de outros
objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
de ser não eu, mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é coisa.
Eu sou a coisa, coisamente.
Carlos Drummond de Andrade
O corpo.
Rio de Janeiro
Record,1984,
p.85-7
Ah, como a internet tem milhares de coisas formidáveis. Só não consigo entender como há gente que só usa orkut e msn. Quantas vezes, sem a internet, poderíamos encontrar o pensamento de Drummond passado por Autran?
Este vídeo foi feito por mim com a finalidade de ajudar meus alunos dos nonos anos a estudar para a prova oral.
Um forte abraço para todos.