O erro da tirinha acima tem
a ver com o prefixo co-, que deve ser
sempre usado sem hífen. Assim, o correto é “copiloto”.
Sejam muito bem-vindos ao meu blog que tem o intuito de refletir sobre a educação, no sentido mais amplo dessa palavra. Sintam-se à vontade para comentar, corrigir e fazer sugestões. Abraços, Vinicius Tomazinho
domingo, 27 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Regência de lembrar e quê
A tirinha acima contém dois erros. O primeiro é muito
comum, pois, na maioria das vezes, falamos assim.
O verbo “lembrar” admite, basicamente, duas regências:
1) transitivo direto: lembrar alguma coisa — “Este
discurso lembra o de Rui Barbosa.” (Otoniel Mota);
2) pronominal: lembrar-se
de alguma coisa — Lembrou-se de comprar pão.
O fato é que, cotidiana e informalmente, dizemos “Lembrou
de comprar pão”. Isto é, cortamos o pronome “se”. Contudo, tal construção coloquial não deve ser imitada nos
textos.
Deste modo, as frases em questão ficariam assim:
— Lembra-se do Cebolinha, o meu filho?
— Não se lembra da tia Anete?
O outro equívoco é com relação ao emprego do quê, que recebe acento quando for tônico,
substantivo ou estiver no final de frases interrogativas. Assim, “O quê?” seria
o correto.
domingo, 6 de novembro de 2011
Acentuação
Este erro é quase imperceptível. Observe a última fala de
Calvin: “O Haroldo quer com enchôvas”. Nunca tinha ouvido alguém falar “enchova”, mas o Houaiss informa que é o mesmo que anchova. Então, sem problemas; o erro não é esse. Observemos a
palavra novamente. Ela foi grafada, erroneamente, com acento. As duas formas
não têm acento, pois são paroxítonas terminadas com a vogal A.
Acento diferencial
O prazo
para nos adaptarmos à reforma ortográfica já está acabando (2012). Portanto, é
válido lembrar que não existe mais o acento que diferenciava “para” (preposição) de “pára” (verbo). Assim, algumas palavras
compostas perderam o acento. É o caso de para-brisa.
sábado, 29 de outubro de 2011
Exame, vexame
Esta foto de Emmanuel Cunha (O Estado de S. Paulo) evidencia a precária educação brasileira. Primeiro,
por causa do Enem, que é vestibular e avaliação do sistema educacional, mas que,
na prática, mostra-se imperfeito: não avalia nem seleciona. Sobram planejamentos
e ideias, mas faltam competência e idoneidade aos profissionais envolvidos com
o exame. Segundo, porque a foto mostra nitidamente que nossos estudantes não têm
uma boa formação. Falta-lhes intimidade com a língua. Observe que eles não
sabem a diferença entre “mas” (conjunção adversativa) e “mais” (advérbio ou
pronome) e escrevem “O Enem é circo ‘mais’
os alunos não são palhaços!”. É claro que faltou também uma vírgula para
separar as orações coordenadas, mas isso parece ser de menos.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Hífen (nova ortografia)
Cada
língua tem sua dificuldade, a do português deve ser o uso do hífen. Realmente,
nunca foram muito claras suas regras, e, agora que mudaram, muita gente está a
ver navios.
No
primeiro quadrinho, o erro está em “auto-ajuda”,
que agora é autoajuda. A regra vigente
ensina que não devemos usar hífen quando o primeiro
elemento (prefixo) terminar com
letra diferente da que começar o segundo.
Observe micro-ondas. Contudo, obviamente,
como toda boa regra do português, existem exceções.
No
segundo quadrinho, o problema está em “fim-de-semana”,
que mesmo antes desta reforma não era usado com hífen. Isso segundo o Houaiss.
Assim sendo, a maioria dessas palavras (substantivo + preposição + substantivo)
não tem mais hífen. Outros exemplos: pai dos burros, mão de obra, dia a dia.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Por que "por que" e não "porque"?
Hoje, o problema
abordado é o uso do porquê. Muitos acham que quem inventou os quatro porquês
não tinha mais nada para fazer. Isso quando não questionam a integridade da
mamãe do inventor. Contudo, não cabe a nós questionar sua existência; devemos
aprender seu uso e ponto-final.
Então, quais são os
quatro cavaleiros do apocalipse que causam terror nos falantes do português?
Porquê, porque, por quê, por que. Tentemos explicar seu uso, sucintamente. O primeiro
é substantivo. Assim, vem, normalmente, acompanhado de adjunto adnominal (o
mais comum é o artigo). Exemplo: Sei o porquê do erro.
O segundo indica
uma causa ou uma explicação. Tem a função de conjunção. Exemplo: Ele foi bem no exame porque estudou.
O terceiro
(escrito com acento e separado) é, com frequência, usado no final de uma
pergunta — direta ou indireta. Exemplo: Não
comprou aquele livro por quê? Ela foi reprovada sem saber por quê.
E o último é parecido
com o terceiro. Usa-se em perguntas também (direta ou indireta), mas quando não
estiver no final da frase. Exemplo: Por que não comprou aquele
livro? Ela não sabia por que fora
reprovada.
Já entendeu o erro do
quadrinho? Não? Vejamos três dicas, então. Use a que você achar mais fácil.
1) “Por que” é usado
quando estiver subentendido “o motivo”.
Eu nunca entendi por que (o motivo pelo qual) inventaram
embalagens de batata frita com fecho.
Observemos que não
indica uma causa ou uma explicação. Assim, “porque” no sentido de “pois” não
cabe na frase acima.
2) Já ouviu falar que
inglês é mais fácil? Neste caso, pode ser. O inglês pode facilitar nossa vida. Havendo
apenas dois porquês (why [por que] e because [porque]), fica mais fácil
entendermos qual porquê empregar no português se traduzirmos a frase.
I can’t understand why
ou because? Se fizer sentido why, use “por que”. Caso contrário, use
“porque”.
3) Você sabe o que é
oração coordenada e subordinada? Orações coordenadas não dependem uma das
outras, já as subordinadas estão tão intimamente ligadas que não podem viver
separadas. Analisemos dois exemplos.
A) Eu nunca entendi porque você nunca explicou.
B) Eu nunca entendi por que fizeram isso.
O exemplo A contém
duas orações coordenadas. A segunda explica o motivo de o sujeito não ter
entendido. Elas são tão independentes que posso separá-las, sem grandes
prejuízos. Eu nunca entendi. Você nunca
explicou.
O exemplo B mostra
uma oração principal (Eu nunca entendi) e uma subordinada (por que fizeram
isso), que complementa o verbo entender.
Observemos que o complemento de um verbo é chamado de objeto. Assim, a oração
subordinada é objeto direto de entender.
O que eu nunca entendi? A razão de eles terem feito isso. Portanto, empregando
uma oração subordinada objetiva direta, a conjunção correta é por que.
sábado, 17 de setembro de 2011
Dilma ignora analfabetos
Pelo visto, a presidente Dilma
não está preocupada com a educação. Será que ela não percebe que o País seria
muito melhor se tivesse uma educação de primeira? Confira a matéria do O Estado de S. Paulo: Erradicação do analfabetismo some do plano plurianual de metas de Dilma.
domingo, 11 de setembro de 2011
Sobre o preconceito
Tomara que, depois do pensamento grego, democracia, Renascença, a revolução industrial e tecnológica nos iluminem. O preconceito não é apenas sintoma de ignorância, mas lapsos de um narcisista. Ele nunca vai acabar?
Marcelo Rubens Paiva
Assinar:
Postagens (Atom)






