quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Filhos folgados, pais sufocados

É com a célebre frase do psiquiatra e educador Içami Tiba que trago o seguinte alarme:

Mais de 1,2 milhão de jovens estão ociosos no Brasil, segundo o último levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Representando 5,37 % dos brasileiros entre 18 e 24 anos, eles não trabalham, não estudam e não ajudam em casa. O que fazem? Divertem-se em pista de skate, em lan houses ou em computadores em casa, em praças, etc.
Em entrevista ao Estado de S. Paulo, um desses jovens ociosos diz que o que lhe faltou foi sorte: “Acho que é sorte. Tem gente que não tem ‘estudo’ e é empresário”. Outra menina afirma que “não ia para a escola porque queria curtir a vida na rua”. E alguns revelam que foram expulsos de casa.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Em 1 ano, analfabetismo cresce 3% em São Paulo, diz IBGE

Clique na imagem e confira o número de analfabetos.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Alunos se preocupam mais com localização e preço do que com qualidade


É o que podemos entender com base neste gráfico. As classes C e D querem o diploma apenas, não buscam o conhecimento. Veem a escola como um mal necessário para aumentar o acesso ao mercado. E isso reflete na sala de aula. O aluno não vai se empenhar, vai levar na flauta, afinal vai fazer qualquer faculdade.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Homenagem ao Dia Mundial do Tradutor

The Catherine Tate Show. Helen, the Translator.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Buenos Aires ganha uma escultura da Mafalda

A escultura de Mafalda

Mafalda e Pablo Irrgang

Inauguração


Mafalda e Quino


Já que coloquei algumas tirinhas desta graciosa criança, vale a pena dar esta notícia.
A cidade de Buenos Aires homenageou o desenhista Joaquín Salvador Lavado, o Quino, por meio de uma escultura de Mafalda – seu mais famoso personagem – que foi inaugurada neste domingo (30/08/2009) na entrada do prédio do bairro de San Telmo, onde seu criador viveu durante anos.
A escultura, que tem o tamanho natural de uma menina da idade de Mafalda, é obra de Pablo Irrgang.

sábado, 13 de junho de 2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Como deve ser um bom professor?

O que dizer de uma aula barulhenta? Será que haver muita conversa durante a aula significa que o professor não é bom? Há casos e casos. No blog Cadê o Revisor?, foi publicado a seguinte declaração da professora Sandra:

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O cemitério é um bom lugar para você ter silêncio. E não tem aprendizado nenhum.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ler devia ser proibido

Mais um belo vídeo. Encontrei no Orkut do grande amigo Pablo, onde mais?

Divirtam-se.

domingo, 12 de abril de 2009

Por uma escola mais digna (III)

Este é o último artigo de uma série de três que apontam o que está errado no ensino. Já foram abordados os erros dos pais e dos professores. Resta falar sobre os alunos. Será que eles têm alguma culpa nisso? Não são eles o objeto da educação? Segundo Paulo Freire, essa é a primeira afirmação equivocada, pois os estudantes devem ser o sujeito da educação. A educação é direcionada a eles, sim, mas não pode ser recebida de forma passiva. É vital que haja reflexão e crítica. Assim, necessitamos aprender qual é a forma correta de estudar. Para isso, reflitamos sobre alguns tópicos.

Por que estudar? Estudo recente feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) revela que mais de 70% dos jovens brasileiros não têm nível de educação para conseguir um trabalho bem remunerado. Portanto, a primeira resposta é para conseguir um bom emprego. Por outro lado, vemos que esse bom emprego não está relacionado com a força bruta do ser humano, mas sim com a inteligência, com o uso do intelecto. Então, a segunda resposta é para ficar mais inteligente.

Quando estudar? Para respondermos a essa pergunta, antes precisamos entrar em outro assunto que é a noite de sono. De acordo com o professor Pierluigi Piazzi e com uma pesquisa publicada na revista Veja (21/11/2007), é justamente durante o sono que nós armazenamos novos conhecimentos. Ou seja, ninguém aprende algo acordado; é preciso dormir para o novo conhecimento se solidificar em nossas mentes. O problema é que nem sempre gravamos o que queremos. Normalmente, ficam registrados de forma nítida na memória fatos que envolvem emoções fortes ou que são repetidos. Portanto, uma aula qualquer será fatalmente esquecida, se o aluno não se envolver emocionalmente com ela ou ficar repetindo várias vezes o conteúdo. Detalhe, essa repetição não deve ser necessariamente oral, como muitos fazem para decorar algo. O que está sendo abordado aqui é o aprendizado, não a decoreba. Outro ponto importante é a duração do sono. O ideal para adolescentes, segundo pesquisadores da Universidade Cleveland, nos Estados Unidos, é 9 horas. Menos disso pode causar obesidade, problemas de crescimento, déficit psicomotor, alteração de humor e, a grande novidade apresentada por eles, hipertensão. Voltando à pergunta inicial, a resposta é devemos estudar o dia inteiro. O primeiro passo é ter qualidade de sono: dormir cedo para acordar cedo. O segundo é ir à escola de manhã e participar ativamente das aulas. O terceiro e mais importante é revisar – estudar – o conteúdo dado de manhã na parte da tarde, isto é, deve haver uma repetição das aulas. Os que frequentam a escola de tarde devem estudar à noite. E quem frequenta à noite precisa dormir uns 40 minutos mais tarde. Estudar na véspera ou momentos antes da prova não tem valia. Você pode até tirar uma nota boa, mas certamente não aprenderá.

Quanto estudar? Ou qual deve ser a duração do estudo? Isso varia de pessoa para pessoa. Uns precisam apenas de duas horas diárias, outros mais. No entanto, o que precisa ser esclarecido é que se pode estudar o dia inteiro, mas o ideal é que, para cada 30 minutos de estudo concentrado, se faça um intervalo de 10 ou 15. O que fazer durante o intervalo? As atividades mais indicadas são: fazer exercícios físicos, ler por prazer ou diversão, tocar instrumentos, ouvir música e fazer palavras cruzadas. As menos indicadas são: ver TV (com exceção de poucos programas) e usar computador. A dica é trabalhar as outras áreas do cérebro para que, depois, possa retornar ao estudo concentrado.

Como estudar? Um velho ditado chinês diz: “Se eu escuto, esqueço. Se eu vejo, entendo. Se eu faço, aprendo”. Com mil caracteres na escrita deles, só assim mesmo para aprender. A conclusão é que devemos praticar as matérias: resolver exercícios, fazer resumos e explicar o conteúdo para alguém. Dessa maneira e com a repetição necessária, aprenderemos qualquer coisa.

Por último, não podemos deixar de frisar o valor e os benefícios da leitura, já conhecidos por todos. Além de ser o melhor exercício para o cérebro, pois tem o poder de torná-lo mais inteligente, traz conhecimento de mundo. Nenhuma cultura é inútil. E uma vez adquirida, ninguém pode lhe tirar.

Minha mensagem final é: leia! Leia como uma criança que acabou de ser alfabetizada: sentido prazer e ficando feliz. Leia tudo o que tiver vontade.