Sejam muito bem-vindos ao meu blog que tem o intuito de refletir sobre a educação, no sentido mais amplo dessa palavra. Sintam-se à vontade para comentar, corrigir e fazer sugestões. Abraços, Vinicius Tomazinho
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Concordância
Você
consegue achar o erro? É de concordância.
Está
escrito: “Ele não conseguem me dobrar”. A regra geral é concordar o sujeito com
o verbo. Assim, poderíamos escrever “eles não conseguem” ou “ele não consegue”.
sábado, 19 de maio de 2012
Redação de assisense está entre as melhores da Fuvest
Todos os anos, a Fuvest elege as melhores redações dos
vestibulandos e as divulga para que sirvam de exemplo aos alunos que prestarão
os próximos vestibulares.
Na última edição do vestibular, a redação da assisense Carolina
Morais Veloso de Mattos figura entre as 29 melhores. Atualmente, ela cursa o
primeiro semestre de Engenharia de Materiais da USP – São Carlos.
Abaixo estão a redação elogiada e o comentário do professor Vinicius Tomazinho.
O título é apropriado e revela não só a temática da
redação, como também a posição adotada pela candidata. O adjetivo “triste”
indica que a autora não concorda com o aborto político. A crítica fica nítida
no segundo parágrafo.
Já no primeiro parágrafo, podemos constatar que a
candidata é bem preparada e tem um bom repertório. Pelo fato de citar a revista
Times e a Primavera Árabe, notamos
que, além de bem informada, ela tem a capacidade de relacionar notícias e
desenvolver um raciocínio lógico.
O terceiro parágrafo evidencia uma característica que
toda redação de vestibular deveria ter: a candidata mostra que compreendeu os
textos da coletânea e fez uso eficiente de um deles. Tal característica somada
à consistência temática, à adequação ao tipo de texto e ao perfeito
desenvolvimento e conclusão garantiu não apenas uma boa nota, mas também o
privilégio de fazer parte do rol das melhores redações da Fuvest de 2012.
Quanto aos erros gramaticais, a autora foi quase
impecável. Houve um deslize na acentuação de ínterim — proparoxítona, o que é
perdoável, devido ao grande número de pessoas que pronunciam a palavra de forma
errada. Antes da última reforma ortográfica, o não, quando empregado como
prefixo, se ligava à palavra seguinte com hífen. Contudo, essa regra não está
mais vigente. Portanto, o correto é “não políticas”. O último deslize diz
respeito a este enunciado: “ser que participa e se identifica a um senso
coletivo”. É preciso muito cuidado ao ligar dois verbos que têm o mesmo
complemento. Tal construção só é permitida se a regência verbal for a mesma.
Participar e identificar são verbos transitivos indiretos, mas exigem
preposições diferentes: de e com, respectivamente, e não a. Assim, deveríamos
refazer o período: “ser que participa de um senso coletivo e com o qual se
identifica”.
domingo, 13 de maio de 2012
Superlativo e sentido figurado – homenagem às mães
Muitas
vezes o grau de um adjetivo, advérbio ou substantivo tem valor figurado. Por
exemplo, a frase “aquele jogador bate um bolão” não quer dizer, literalmente,
que o jogador joga com uma bola grande ou maior que as outras. Na verdade, foi
exaltada a qualidade do esportista.
Na
legenda da foto acima, lemos o vocábulo “gravidíssima”, no grau superlativo
absoluto sintético (aquele que se forma com o acréscimo do sufixo –íssimo).
Pesquisando no dicionário Houaiss, encontramos a seguinte definição para
superlativo: “grau do adjetivo ou do advérbio que indica qualidade ou
modalidade marcadamente superior ou inferior”. Contudo, notemos que foi usado o
adjetivo grávido, o que nos faz perguntar: é possível uma mulher ficar mais
grávida? Certamente, não. Portanto, a redatora usou o sentido figurado. Mas com
que intenção? De exaltar a beleza ou a gravidez da atriz? Será que é
exclusividade de gente famosa ou uma mulher comum poderia ficar “gravidíssima”
também?
Por
fim, aproveito para homenagear as mamãezíssimas, sem distinção, mas
principalmente as especialíssimas Neide, por me trazer ao mundo, e Camila, por
me completar. Parabéns pelo seu dia.
sábado, 28 de abril de 2012
1,8 milhão ou milhões?
O problema é recorrente. Esta concordância requer atenção.
Só usamos plural a partir do número 2. Mesmo se forem 1.999 gramas, nós escrevemos
1,999 quilo. O mesmo raciocínio se aplica ao milhão. Portanto, 1 milhão, 1,4
milhão, 1,8 milhão, 2 milhões.
sábado, 21 de abril de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Polêmica
Foi estabelecida como regra principal deste
blog a moderação de comentários. Para quem não se lembra, está escrito aqui.
Assim, por conter um palavrão, um dos últimos comentários não foi postado.
Todavia, considerei oportuno reproduzi-lo editado nesta postagem a fim de
discutir a ideia em pauta. Jorge Garcéz escreveu a seguinte crítica ao texto Exame, vexame:
Amiguinho autor, se você tivesse visto a foto em alta resolução,
veria que no cartaz da mocinha consta, sim, vírgula e aspas.
O "mais" foi escrito entre aspas, o que demonstra
intencionalidade. Você deveria deixar se ser um direitista e passar a prestar
mais atenção nas coisas.
Em primeiro lugar, quero deixar bem claro que
o erro de digitação não foi meu. Foi o Jorge que escreveu “deixar se ser” em
vez de “deixar DE ser”. Eu apenas ocultei a palavra de baixo calão.
Quanto à crítica de que devo prestar mais
atenção nas coisas, eu poderia rebater simplesmente afirmando que a foto sintetiza
nossa educação. Ela mostra um exame falho e um erro que nossos estudantes
corriqueiramente cometem. Dessa forma, isentar-me-ia — num bom português — da
discussão “Escreveram errado no cartaz ou não?”. Nessa linha de raciocínio, eu
poderia acrescentar que os protestantes da foto não são necessariamente
estudantes nem autores dos cartazes.
Contudo, isto me traz à memória uma foto e
uma citação. O grande revisor Thiago Martins ensinou: “Não adianta o negócio
estar certo e quem ler suspeitar que está errado. Não basta estar certo, tem de
parecer certo”. A foto é esta:
Assim, perguntamos: Se a intenção é mostrar
que escreveu errado, por que não usar aspas e vírgula em tamanho proporcional
às letras?
Por fim, Jorge deu-me um rótulo que até então
eu não sabia que tinha. Ele deve ter deduzido que, sendo contra o governo, sou
direitista. Será que não passou pela cabeça dele que sou um professor
inconformado com o sistema educacional? Alguém que tenta, com todas as forças,
melhorar a educação? Além disso, não me lembro de ter tomado partido ao
escrever este blog. Já defendi, alguma vez, a direita ou a esquerda? Ou pior
ainda, já defendi algum político? É perturbadora a constatação de que por esta
causa já encontrei (ou fiz?) mais inimigos que aliados. Todavia, aviso: se não
querem melhorar nem ajudar a educação, que, ao menos, não sirvam de obstáculo.
Por esta causa, para finalizar, deixo o
e-mail que o professor Henrique Rosa me enviou:
Isso esclarece duas coisas.
Em momento algum, você criticou
explicitamente algum partido ou ideologia política. Apenas se posicionou diante
de um assunto polêmico, que, aliás, já deu muito pano pra manga nos últimos
três anos, em virtude de sucessivos e absurdos escândalos.
Notamos que, para qualificá-lo de tal
maneira, Jorge deve ser de "esquerda" (aliás, o que seria esquerda ou
direita hoje?). Sendo assim, já que a maioria dos que se proclamam
"esquerdistas" são favoráveis ao governo federal, ele deve ser um
ávido apoiador da situação e suas políticas educacionais. Esse sujeito, então,
considera que a educação não vai tão mal assim. Muito pelo contrário, os alunos
sabem escrever tão bem, a ponto de fazer um trocadilho irônico com a conjunção
"mas", para reforçar o argumento relacionado ao protesto.
Pois bem, supondo que esse postulado seja
verdadeiro (e, no caso da foto, deve ser mesmo: em alta resolução, verifica-se,
de fato, a presença das aspas — quase imperceptíveis) e ele sendo portador da
razão e fruto dessa nobre educação oferecida por nosso Estado, verificamos que
há uma incoerência em seu discurso. O distinto cidadão não conseguiu
simplesmente interpretar a linha de raciocínio do texto, que apenas destacava o
erro gramatical e comentava a óbvia ineficiência do exame, e já levou a
crítica estritamente para o campo político. Sabemos que ensino de baixa
qualidade gera dificuldades de uma correta interpretação de texto dissertativo.
Ou é somente uma visceral estupidez e
mediocridade da parte dele, que, apenas lendo uma pequena nota em seu blog, sem
conhecer nada da sua vida, sua personalidade, sua ideologia e seus princípios,
tomou liberdade para estereotipá-lo? Se for isso, não tem motivo para haver
espanto. Essa é uma característica própria de alguns "esquerdistas":
acusam e ofendem muito, mas argumentam pouco (sim, acabei de estereotipá-lo
também, por puro sarcasmo).
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Sobre criatividade
"Medo é uma emoção muito criativa."
Giuseppe Tornatore, defendendo que sempre faz um filme
como se fosse a primeira vez que estivesse trabalhando.
Assinar:
Postagens (Atom)










